Violência letal é destaque em discussão com jovens da Escola Municipal Waldemar D’Luz Gonçalves

Estudantes conheceram estatísticas relativas às diferentes formas de violência contra as juventudes.

Estudantes conheceram estatísticas relativas às diferentes formas de violência contra as juventudes.

Vinte e um meninos e meninas moradoras de Betim, na Região Metropolita de Belo Horizonte (RMBH), também participaram da série de encontros formativos da campanha “Juventudes contra Violência”. A atividade aconteceu na manhã de sexta-feira, 25 de outubro, na Escola Municipal Waldemar D’Luz Gonçalves, onde os adolescentes estudam. Os participantes foram convidados a compartilharem impressões e experiências sobre a violência e, além disso, foram apresentados a dados e informações relativos à incidência desse fenômeno na RMBH, em Minas Gerais e no país.

Após dinâmicas de apresentação e aquecimento, foi pedido aos jovens que escrevessem palavras e expressões que lhes remetesse ao fenômeno da violência. Os sentidos mais comuns recaíram sobre a violência homicida, por meio de palavras como tiro, morte e arma, e um dos jovens compartilhou um relato envolvendo o assassinato de um conhecido através de armas de fogo. A abordagem policial realizada de forma violenta e os conflitos que ocorrem no ambiente escolar também foram temas trazidos ao debate, especialmente o bullying. “Isso acontece quando um aluno fica xingando o outro”, definiu um dos alunos.

Em outro momento do encontro, os jovens sortearam de uma caixa estatísticas relativas a diferentes formas violência contra as juventudes no país. Foram discutidos o feminicídio de mulheres negras, o aumento da taxa de assassinatos entre jovens e a maior presença destes no mundo do trabalho. O feminicídio, sobretudo, incitou bastante a curiosidade dos estudantes, que concordaram com o fato de que atitudes machistas estão na raiz desse tipo de homicídio (descrito como o assassinato de mulheres em razão de seu gênero). A homofobia foi mais um dos temas em debate, e foi unânime a ideia de que ninguém deve ser agredido em razão de sua orientação sexual.

Ao final do encontro, os educadores apresentaram aos jovens o processo de construção da campanha “Juventudes contra Violência”, destacando seu caráter colaborativo. Os conceitos de justiça, memória, autonomia e expressão, algumas das palavras-chave da campanha, também suscitaram discussões importantes.

Veja mais fotos do encontro em nossa página no Facebook.

A Campanha
“Juventudes contra Violência” é uma campanha de repúdio às violações dos direitos juvenis e de mobilização social pelo fim da violência contra a população jovem de Belo Horizonte e cidades da Região Metropolitana. Lançada em maio deste ano, a iniciativa foi construída de maneira colaborativa junto a diversos grupos, movimentos e entidades formadas por jovens ou que desenvolvem atividades com juventudes.

Desde o início de 2012, o enfrentamento à violência contra as juventudes é a principal bandeira de lutas do Fórum das Juventudes da Grande BH. Em novembro desse mesmo ano, o Fórum lançou a Agenda de Enfrentamento à Violência contra as Juventudes, documento que apresenta um diagnóstico sobre o fenômeno da violência contra as juventudes no contexto local e levanta prioridades para as políticas públicas. A Agenda serviu de base para a construção da campanha colaborativa e segue sendo a principal referência das outras atividades do Fórum.

Em 2013, o Fórum conta com a parceria do Instituto C&A, por meio do Programa Redes e Alianças.