História

O Fórum das Juventudes da Grande BH foi criado em 2004, a partir do impulso de grupos como o Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a rede de jovens ativistas D.vErCidaDe Cultural. A criação do coletivo se deu no contexto de discussão e implementação de políticas públicas de juventude (PPJ) no país, que ganhavam corpo com a criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, entre outros órgãos e instituições.

Em seus primeiros anos de atividade, o coletivo – à época nomeado Fórum de Entidades e Movimentos Juvenis da Região Metropolitana de BH – reunia mais de 40 grupos da capital mineira e da Grande BH. As atividades principais se voltavam à interlocução com outras instâncias da sociedade civil, como o Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis (FONAJUVES), e com o poder público municipal, buscando favorecer a participação juvenil e garantir o direito das juventudes à cidade. Nesse período, a atuação do Fórum também impactou diretamente a estruturação da Coordenadoria Municipal de Juventude, em 2005, e a reativação do Conselho Municipal de Juventude de Belo Horizonte, em 2006. Importante marco nesse processo foi a realização do seminário “Juventudes e o acesso à cidade: construindo direitos”, realizado pelo Fórum em setembro de 2007.

Centro de Referência da Juventude

Entre 2009 e meados de 2011 a atuação da rede foi reduzida, mas retomou o fôlego em setembro desse mesmo ano, a partir de discussões envolvendo a construção do Centro de Referência da Juventude (CRJ), então anunciado como o principal equipamento público do município voltado a esse segmento. Desde o anúncio do projeto, o Fórum protagonizou importantes episódios de embate com o poder público municipal, questionando a ausência de uma participação social efetiva no processo e de um projeto conceitual que orientasse a construção do Centro. Além de sua própria reestruturação, nos últimos meses daquele ano o Fórum se dedicou ao exercício do controle social em relação ao CRJ, incluindo a articulação de uma audiência pública sobre o tema na Câmara de Vereadores, a participação em comissão paritária para a discussão do Centro e a divulgação de uma carta aberta à cidade, denunciando graves irregularidades ocorridas durante esse processo.

Enfrentamento à violência contra as juventudes

No início de 2012 e após sucessivas análises de contexto em nível local e nacional, o coletivo elegeu o enfrentamento à violência contra as juventudes como sua principal agenda de lutas, entendendo o conceito de violência como quaisquer negações e/ou violações de direitos. Em abril desse mesmo ano, o Fórum propôs uma discussão ampliada sobre o assunto durante o 3º A Juventude OKupa a Cidade: Qual é seu Grito?, produzido em parceria com o Observatório da Juventude da UFMG. Esse cenário de discussões culminou, em novembro, no lançamento da Agenda de Enfrentamento à Violência contra as Juventudes, documento que visibiliza e denuncia diferentes formas de violência cometidas contra jovens em Belo Horizonte e reivindica políticas públicas para a superação do problema.

Campanha Juventudes contra Violência

Com o propósito de ampliar a visibilidade em torno do tema, sensibilizar agentes e gestores/as públicos/as para a promoção de políticas de enfrentamento ao problema e mobilizar jovens e organizações da sociedade civil para que atuassem em favor da sua superação, o Fórum das Juventudes da Grande BH lançou, em maio de 2013, a campanha Juventudes contra Violência, concebida de forma colaborativa entre diferentes grupos juvenis da Região Metropolitana. A iniciativa envolveu um extenso calendário de atividades ao longo de 2013, organizadas em duas frentes principais: a jornada Maio pelo Fim da Violência contra as Juventudes e o circuito formativo Juventudes contra Violência. Já em fevereiro de 2014, o Fórum realizou o seminário Juventudes contra Violência e, durante o evento, lançou o kit educativo “oKupa: juventude, cidadania e ocupação da cidade”.

Plataforma política Juventudes contra Violência

Em agosto de 2014, o Fórum lançou a plataforma política Juventudes contra Violência, que estabelece 10 pautas prioritárias para que sociedade civil e governos possam se comprometer com o enfrentamento às violações de direitos sofridas pela população jovem. A iniciativa, ainda em curso, envolve ações descentralizadas de comunicação, incidência política e mobilização. Além disso, entre os meses de agosto e dezembro, foram realizadas 36 atividades formativas descentralizadas ligadas à plataforma.

A Juventude Okupa a Cidade

O evento A Juventude oKupa a Cidade foi idealizado pelo Observatório da Juventude da UFMG e é uma das ações prioritárias do Fórum. Desde sua primeira edição, há quatro anos, o encontro vem cumprindo um papel importante no campo da cultura e da participação política em Belo Horizonte e Região Metropolitana, ao acolher a discussão de temas ligados aos direitos da juventude – como o direito à cidade, à memória, à identidade, à expressão e à diversidade – e oferecer visibilidade a intervenções artístico-culturais e políticas de grupos juvenis, especialmente das periferias da cidade.

Em 2011, foram realizadas as duas primeiras edições do evento: a primeira em abril, no Centro Cultural UFMG; e a segunda em junho, no Conservatório UFMG, sob o tema: “Que segurança queremos?”. Com o tema “Qual é seu grito”, a terceira edição foi realizada em abril de 2012 e a quarta, em maio de 2013, quando o Fórum lançou sua campanha Juventudes contra Violência. A quinta edição do oKupa se pautou pelo tema “Fazendo política além dos limites” e contou com diferentes intervenções artístico-culturais de grupos juvenis da Grande BH, além de um debate sobre o Estatuto da Juventude. Com o tema “Onde a quebrada se junta!”, a sexta edição aconteceu em maio de 2015, na Praça da Savassi, no Palmital, em Santa Luzia, e contou com a participação de mais de 25 grupos e artistas de Belo Horizonte, Nova Lima, Contagem, Ibirité, Sarzedo e Santa Luzia, anfitriã do evento.

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