Nota em repúdio à agressão sofrida pela militante Érica Coelho, que teve o braço fraturado pela PM durante ato de ocupações urbanas

Vídeo mostra o momento exato em que Érica foi covardemente agredida por um policial da Tropa de Choque da PM. Imagem: Divulgação.

Vídeo mostra o momento exato em que Érica foi covardemente agredida por um policial da Tropa de Choque da PM. Imagem: Divulgação.

O Fórum das Juventudes da Grande BH e as Brigadas Populares – Minas Gerais repudiam veementemente a violência policial sofrida por nossa amiga e militante Érica Coelho Espeschit, na tarde do último dia 2 de julho, quarta-feira. Érica teve o braço esquerdo fraturado por um forte golpe de cassetete desferido por um policial militar da Tropa de Choque, quando manifestava apoio e solidariedade a famílias que ocupavam o prédio da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (URBEL). A agressão foi tão intensa que provocou fratura lisa (trinca) no braço de Érica, que se encontra em repouso desde então. Pelo menos outras três pessoas também ficaram feridas devido à arbitrariedade policial contra o grupo de manifestantes que estavam fora da URBEL, formado principalmente por moradores/as de ocupações urbanas. O militar estava sem identificação, prática ilegal e que tem sido recorrente entre o efetivo policial enviado para manifestações.

No momento da agressão, Érica e outras pessoas apoiavam os/as manifestantes que, do lado de fora, tentavam arremessar alimentos às pessoas que ocupavam o prédio da URBEL, sem comer há pelo menos sete horas. Entre os dias 2 e 4 de julho, integrantes de 13 ocupações urbanas de BH e Região Metropolitana realizaram ocupação simultânea nos prédios da Prefeitura de Belo Horizonte, da URBEL e da Advocacia Geral do Estado (AGE), exigindo o fim dos despejos forçados e o provimento imediato de serviços urbanos essenciais em todas as comunidades, tais como saneamento básico e eletricidade. Durante todo esse tempo, a PM impediu a entrada de água e alimentos para o grupo que ocupava os prédios – o que só foi permitido depois de mandado de segurança expedido por juiz da Vara da Infância e Juventude de Belo Horizonte, a partir de ação movida pelo Ministério Público.

Após se submeter ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, Érica efetuou denúncia formal à Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público de Minas Gerais, que deverá mover processo judicial contra a corporação policial. Ela também deverá acionar a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Assista ao vídeo que mostra a agressão sofrida por Érica: https://www.youtube.com/watch?v=9xqURIeXgpk

Repudiamos a violência e a arbitrariedade da Polícia Militar e exigimos a identificação e a devida responsabilização do agressor! A agressão covarde sofrida por Érica evidencia a urgência do fim da PM, passo indispensável à emancipação das mulheres. Desmilitarização já!

Fórum das Juventudes da Grande BH e Brigadas Populares de Minas Gerais