Fórum participa de oficina sobre Trabalho e Renda no Plano Nacional de Juventude

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Reproduzido, com adaptações, do portal da Secretaria Nacional de Juventude

Trabalho e Renda foi o tema debatido por 30 jovens de diversas regiões do país na oficina Plano em Diálogo, que aconteceu na última quarta-feira, 26/11, na sede da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), em Brasília. A proposta é estabelecer metas para que os governos – federal, estadual e municipal – cumpram a política juvenil em um período de dez anos, conforme prevê o Plano Nacional de Juventude. Trata-se de um projeto de lei (Nº. 4530/04), que determina um conjunto de políticas públicas e medidas que beneficiam os jovens brasileiros entre 15 e 29 anos. O integrante do Fórum das Juventudes da Grande BH, Pedro Paulo Gonçalves, foi um dos participantes do encontro.

Esta é a penúltima das oficinas sobre o Plano, que já vêm acontecendo em todas as regiões do país desde agosto de 2014. A ideia é dialogar com jovens da sociedade civil para construir o texto base do documento, que será tema da III Conferência Nacional de Juventude, prevista para acontecer em 2015.

Trabalho e Renda

As oficinas não são deliberativas, ou seja, possuem um caráter consultivo, porém não menos importante para a construção do Plano e principalmente na pauta central da III Conferência. “Serão cincos questões fundamentais para compor o eixo trabalho no Plano, que irão nortear os debates e as deliberações da Conferência ano que vem”, afirma Rodrigo Amaral, chefe de gabinete da SNJ.

De acordo com a jovem Daniela Santa Brígida, de 28 anos, do estado do Pará e integrante da Articulação Brasileira de Lésbicas, é importante o debate sobre economia solidária, pois muitos jovens de seu estado atuam como empreendedores. “Orientamos pessoas LGBT a procurarem cursos profissionalizantes para aperfeiçoarem suas habilidades, além de garantirem sua autonomia financeira”, diz.

Para Édipo Martins, de 23 anos, do Ceará, estudante de direito, esta oficina permitiu que ele conhecesse novas ideias sobre o tema. “Isso vem sendo uma grande experiência para mim. A possibilidade de benefício para a juventude é muito boa, quando voltar para o meu estado vou saber que pude contribuir com as políticas públicas de juventude no país”, conclui.

Já para a jovem Monique Britto, do Rio de Janeiro, representante da Casa da Mulher Trabalhadora, a oficina busca o empoderamento dos jovens em participar de maneira autônoma das discussões. “Enquanto mulher, jovem e negra, essa é uma grande oportunidade de ocupar o espaço, além da legitimidade de estar contribuindo com o processo de construção do Plano. Os jovens negros não têm oportunidades no mercado de trabalho, as mulheres ocupam as piores posições de emprego busco me inserir nos espaços de decisões políticas para fazer a diferença nesses cenários”, afirma.

Plataforma Política

Ao lado de educação e saúde, o tema trabalho e renda compõe o eixo “Políticas Sociais” de nossa plataforma política Juventudes contra Violência, lançada em agosto desde ano. Fruto de um intenso colaborativo entre grupos, movimentos e instituições que atuam no campo das juventudes e direitos humanos, a plataforma estabelece 10 pautas prioritárias para que a sociedade civil e os governos possam se comprometer com o enfrentamento às violações de direitos sofridas pela população jovem. São propostas que buscam assegurar o desenvolvimento integral dos/as mais de 52 milhões de jovens brasileiros/as com dignidade e cidadania. Conheça: www.juventudescontraviolencia.org.br/plataformapolitica